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Agora vai: UBL da CPLA entra na reta final
2018-06-26 08:28:39

Já bastante conhecido no setor produtivo de Alagoas, o projeto da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) de reativação da antiga fábrica da Camila, no município de Batalha, ganhou um novo capítulo essa semana com uma nova visita do governador Renan Filho as instalações do parque fabril. 

Segundo ele, a UBL recebeu o apoio do Governo do Estado em sua reestruturação, mas precisa de uma nova injeção de recursos para entrar em atividade. “Já foram comprados vários equipamentos e ainda estão faltando R$ 9 milhões pra gente realizar o sonho de Batalha de colocar a CPLA pra funcionar. Mas nós vamos realizar esse sonho juntos”, garantiu o governador.

De acordo com Aldemar Monteiro, presidente da CPLA, o governador Renan Filho tem cumprido o compromisso com o setor leiteiro, “promovendo intervenções pontuais, seja na atuação para liberação de recursos e no atendimento as demandas dos agricultores familiares. Estamos mais tranquilos com esse gesto positivo. Esse é um projeto de Alagoas e não somente da CPLA. Chegou a hora”, comemora.

 

Plano

 

Esta semana o Plano de Negócio que comprova a viabilidade econômica do empreendimento da UBL, agora tocado por pequenos produtores, foi apresentado pela CPLA demonstrando que a fábrica vai operar com o dobro da capacidade da extinta Camila, fundada nos anos 60 e suprimida em 2009, no auge dos 160 mil litros  de leite processados por dia, fato que veio a desestruturar o escoamento da pecuária leiteira no estado.

 

Muito mais que uma indústria de derivados lácteos em operação, o plano de negócio aponta para o efeito multiplicador que vem na esteira do investimento, orçado em R$47,3 milhões, em reestruturação e modernização do parque industrial de 29,375 m². A fábrica concede um novo fôlego para o fortalecimento da economia do estado, que a duras penas padece com a crise do setor sucroenergético.

 

 O documento levantado pela cooperativa mostra, com base em investigação financeira, mercadológica e gerencial,  impactos na geração de 23 mil empregos indiretos, melhoria  da renda dos agricultores familiares, aumento em 500% da produção em cinco anos; fomento ao  setores de serviço e comércio de uma região que abrange cerca de 40% da população de Alagoas. Igualmente, a UBL deve alavancar maior demanda de produtividade e rebanho e crescimento no consumo de ração, além da prestação de assistência técnica e melhoria estratégica da visão homem-campo, que passará a ser encarada como negócio.

 

“Esse movimento de reativação permitirá maior sustentabilidade de famílias que convivem na dependência muito grande do Programa do Leite. Hoje temos um clamor coletivo em saber onde iremos vender o leite amanhã. Infelizmente isso é fruto de uma atividade fadada ao esquecimento por décadas”, explicou o diretor-presidente da CPLA, Aldemar Monteiro.

 

A Unidade, que se encontra no epicentro das regiões de maior densidade de produção leiteira por km², terá uma unidade de concentração e secagem do leite e uma queijaria automatizada.  O mix de produtos e subprodutos contempla: leite me pó, leite em pó desnatado, manteiga, leite condensado, queijo mussarela, composto lácteo em pó doce de leite confeiteiro e sobremesa láctea.

 

A CPLA estima  que um dos problemas que poderão ser imediatamente  solucionados pela UBL é a coleta do leite  captado por grandes empresas e que retornam industrializados para os supermercados locais. “Lamentável essa apropriação que acontece hoje com nossa matéria-prima justamente por faltar essa âncora que sustente o setor. Isso favorece regiões circunvizinhas, menos o desenvolvimento de Alagoas”, chamou atenção Monteiro.

 

Reta final

Durante os últimos três anos, com apoio do governo de Alagoas e recursos institucionais, a cooperativa conseguiu adquirir as principais plantas e equipamentos do projeto com o investimento de R$ 19 milhões, o que representa 42% do projeto concluído.

 

Com os equipamentos prontos para operação, montados há quase um ano no parque, protegidos contra a ação do tempo pelo fato de serem antioxidantes, a luta da cooperativa é para angariar recursos para adequar o projeto às exigências legais, principalmente às normas do Serviço de Inspeção Federal do Ministério da Agricultura (SIF). O primeiro passo, nesse caso, explica Monteiro, é dar início às obras de construção civil e instalações.

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